
Cogumelos Azuis-Ventania
Saí de caminhada Pelas estradas, caminhando a pé Pedindo carona violão nas costas eu vim pra São Tomé Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos azuis Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos de Zebu Zebu morreu, ele se fudeu cogumelo é meu Zebu morreu, ele se fudeu cogumelo é nosso Sou maluco banguelo de cabelo amarelo, eu gosto é de cogumelo Sou maluco magrelo de cabelo amarelo, eu gosto é de cogumelo Mas eu não sou daqui, sou de outro planeta eu gosto é de cogumelo Eu não sou daqui, sou de outro planeta eu gosto de cogumelo Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos azuis Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos de Zebu Minha vida é estrada eu não ligo pra nada, só quero cantar Flutuar no universo ver o mundo de perto ver a terra girar E pela a Rio Bahia eu caminhei de norte a sul E pela Rio Bahia caminhando encontrei cogumelo de Zebu Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos azuis Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos de Zebu Minha vida é estrada eu não ligo pra nada, só quero cantar Flutuar no universo ver o mundo de perto ver a terra girar Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos azuis Louco louco louco melo muito louco louco melo cogumelos de Zebu
pq ele é o cara..ahuauhauhauuah
- Postado por: Carrie-A Estranha às 14h21
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bjoxxx
- Postado por: Carrie-A Estranha às 10h23
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Penumbra
Transpiro saudade pelos ossos A face pálida, por vezes rubra Denuncia a penumbra E o sofrimento nos meus olhos Por que não cala-te E adormece nesse peito ? Ó! Espectro de luz... Carrasco do meu silêncio Leva! Afasta de mim Os vestígios dessa lembrança De quem chora pela ausência E teme pela distância Porque minha alma Não suporta tanta angústia Porque meu lamento Aos teus ouvidos é música E aqui nesse claustro Prisioneiro de mim mesmo Me desfaço com o medo Enlouqueço... Adormeço... Por que tu és fogo que não arde És paisagem fria e morta És saudade que me invade Destrói... Devora... Não lembro quantos sorrisos Cabiam em meu rosto Tanto ardor ! E quanto desejo ! Mas tu levaste todos... Se Deus soubesse Da minha existência Não iria permitir Tuas ofensas... Por que me torturas E não me condena ? Por que não me abandona E me deixa morrer de tristeza ? Meu corpo é meu templo É o resto em ruínas É esquife do espirito Que renuncia a vida... Tu és a voz profana Que ecoa em meus ouvidos É a noite, é meu drama Meu ritual de suicídio Transpiro saudade pelos ossos A face pálida, por vezes rubra Denuncia a penumbra E o sofrimento nos meus olhos...
- Postado por: Carrie-A Estranha às 13h57
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Ao Luar-Augusto dos Anjos
Quando, à noite, o Infinito se levanta A luz do luar, pelos caminhos quedos Minha táctil intensidade é tanta Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
Quebro a custódia dos sentidos tredos E a minha mão, dona, por fim, de quanta Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos, Todas as coisas íntimas suplanta!
Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado, Nos paroxismos da hiperestesia, O Infinitésimo e o Indeterminado...
Transponho ousadamente o átomo rude E, transmudado em rutilância fria, Encho o Espaço com a minha plenitude!
bjos Edi...
- Postado por: Lady_Death às 17h15
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As Metamorfoses do Vampiro-Charles Baudelaire
E no entanto a mulher, com lábios de framboesa, Coleando qual serpente ao pé da lenha acesa, E o seio a comprimir sob o aço do espartilho, Dizia, a voz imersa em bálsamo e tomilho: - "A boca úmida eu tenho e trago em minha ciência De no fundo de um leito afogar a consciência. Sou como, a quem vê sem véus a imagem nua, As estrelas, o sol, o firmamento e a lua! Tão douta na volúpia eu sou, queridos sábios, Quando um homem sufoco à borda dos meus lábios, Ou quando o seio oferto ao dente que mordisca, Ingênua ou libertina, apática ou arisca, Que sobre tais coxins macios e envolventes Perder-se-iam por mim os anjos impotentes!"
Quando após me sugar dos ossos a medula, Para ela me voltei já lânguido e sem gula À procura de um beijo, uma outra eu vi então Em cujo ventre o pus se unia à podridão!
Os dois olhos fechei em trêmula agonia, E ao reabri-los depois, à plena luz do dia, A meu lado, em lugar do manequim altivo, No qual julguei ter visto a cor do sangue vivo, Pendiam do esqueleto uns farrapos poeirentos, Cujo grito lembrava a voz dos cata-ventos Ou de uma tabuleta à ponta de uma lança, Que nas noites de inverno ao vento se balança.
*Esse post é especial pro Ale q disse que meu blog tava muito meloso...
- Postado por: Lady_Death às 15h29
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bjos edi...
- Postado por: Lady_Death às 15h04
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Amar
Amar é olhar para dentro de si mesmo e dizer: Eu quero. É viver intensamente É sonhar com uma gota de realidade e realizar uma gota desse sonho É estar presente até na ausência Amar é ter em que pensar É razão que ninguém teria razão para nos tirar É ser só de alguém e nunca deixar esse alguém só É pensar em você tão alto, a ponto de você escutar Amar é ir até a morte É acordar para a realidade do sonho É vencer através do silêncio É ser feliz até com um pouco, quando muito não é o bastante Amar é dar anistia ao seu coração É sonhar o sonho de quem sonha com você É sentir saudades É chegar perto na DISTÂNCIA Amar é a força da razão É quando os momentos são eternos Amar é ser adulto e se sentir criança É viver a vida em versos e ao inverso É a maior experiência na vida de um ser humano... E você é tudo que um dia pedi pra mim.
*Edi tinhamuuuu =***********
- Postado por: Lady_Death às 12h39
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O chão é cama
O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a última trama.
E para repousar do amor, vamos à cama. Carlos D. de Andrade
- Postado por: Lady_Death às 12h27
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SÓ-E. A. POE
Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões não tirava de fonte igual à deles; e era outra a origem da tristeza, e era outro o canto que acordava meu coração para a alegria. Tudo o que amei, amei sozinho. Assim, na minha infância, na alba da tormentosa vida, ergueu-se no bem, no mal, de cada abismo, o meu mistério. Veio dos rios, das fontes, de rubra escarpa da montanha, do sol que me envolvia em outonais clarões dourados; e dos relâmpagos vermelhos que o céu inteiro incendiavam; e do trovão, da tempestade, daquela nuvem que se alterava, só, no amplo azul do céu puríssimo, ante meus olhos, como um demônio. ps: Talita essa foto vai especialmente pra vc que ama o Poe e ta louca pra ele t fazer uma visita... bjsss
- Postado por: Lady_Death às 12h25
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O vale da inquietude-E. A. Poe
Dantes, silente vale sorria. Era um vale onde ninguém vivia. Haviam todos partido em guerra, deixando os doces olhos de estrelas noturnamente velarem pelas flores formosas daquela terra, em cujos braços, dia após dia, a luz vermelha do sol dormia. Não há viajante que, hoje, não fale sobre a inquietude do triste vale. Lá, agora, tudo é só movimento, exceto os ares, pesando, adustos, nas soledades de encantamento. Ah! nenhum vento move os arbustos que vibram como as ondas geladas em torno às Hébridas enevoadas! Ah! nenhum vento essas nuvens guia, murmurejantes, nos céus insanos, e que se arrastam, por todo o dia, sobre violetas, que alguém diria serem milhares de olhos humanos, e sobre lírios, de haste pendida, chorando em tumba desconhecida, tremendo; e sempre caem, com o perfume, gotas de orvalho do flóreo cume, chorando; e desce, nas hastes frias, um pranto eterno de pedrarias.
- Postado por: Lady_Death às 20h41
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Vulcões-Florbela Espanca
Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal Não tem a lividez sinistra da montanha Quando a noite a inunda dum manto sem igual De neve branca e fria onde o luar se banha.
No entanto que fogo, que lavas, a montanha Oculta no seu seio de lividez fatal Tudo é quente lá dentro... e que paixão tamanha A fria neve envolve em seu vestido ideal!
No gelo da indiferença ocultam-se as paixões Como no gelo frio do cume da montanha Se oculta a lava quente do seio dos vulcões...
Assim quando eu te falo alegre, friamente, Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha Paixão palpita e ruge em mim doida e fremente!
- Postado por: Lady_Death às 16h47
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SONHOS...
Sonhei que era a tua amante querida, A tua amante feliz e invejada; Sonhei que tinha uma casita branca À beira dum regato edificada...
Tu vinhas ver-me, misteriosamente, A horas mortas quando a terra é monge Que reza. Eu sentia, doidamente, Bater o coração quando de longe
Te ouvia os passos. E anelante, Estava nos teus braços num instante, Fitando com amor os olhos teus!
E, vê tu, meu encanto, a doce mágoa: Acordei com os olhos rasos d´água, Ouvindo a tua voz num longo adeus! Florbela Espanca
- Postado por: Lady_Death às 20h29
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ANNABEL LEE - E.A.Poe
Foi há muitos e muitos anos já, Num reino de ao pé do mar. Como sabeis todos, vivia lá Aquela que eu soube amar; E vivia sem outro pensamento Que amar-me e eu a adorar. Eu era criança e ela era criança, Neste reino ao pé do mar; Mas o nosso amor era mais que amor O meu e o dela a amar; Um amor que os anjos do céu vieram a ambos nós invejar. E foi esta a razão por que, há muitos anos, Neste reino ao pé do mar, Um vento saiu duma nuvem, gelando A linda que eu soube amar; E o seu parente fidalgo veio De longe a me a tirar, Para a fechar num sepulcro Neste reino ao pé do mar. E os anjos, menos felizes no céu, Ainda a nos invejar... Sim, foi essa a razão (como sabem todos, Neste reino ao pé do mar) Que o vento saiu da nuvem de noite Gelando e matando a que eu soube amar. Mas o nosso amor era mais que o amor De muitos mais velhos a amar, De muitos de mais meditar, E nem os anjos do céu lá em cima, Nem demônios debaixo do mar Poderão separar a minha alma da alma Da linda que eu soube amar. Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos Da linda que eu soube amar; E as estrelas nos ares só me lembram olhares Da linda que eu soube amar; E assim 'stou deitado toda a noite ao lado Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado, No sepulcro ao pé do mar, Ao pé do murmúrio do mar.
- Postado por: Lady_Death às 16h54
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*Esse
layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*
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